sexta-feira, 31 de julho de 2009

Storyboard-Guará! Primeira cena.

Olá a todos!

Hoje a equipe se reuniu para fazermos as primeiras imagens do storyboard da primeira cena do curta Guará.
Aqui, Fernando Macaco (direção de fotografia), Gabriel Alves (produção), Fátima Salomeh (Diretora) e Rafael Marcondes (nosso pequeno sorriso).













Aqui Fátima Salomeh (Diretora), Rafinha e Tessie Marcondes (atriz principal).

















Abaixo, as fotos para o storyboard, confiram!









Grandes abraços a todos!
Nathalie Gingold

terça-feira, 28 de julho de 2009

A TERRA DOS MIL POVOS


"No caminho do guerreiro, cabe a você discernir o que foi tecido pelos fios divinos e o que foi tecido pelos fios humanos. Quando você principia a discernir, você se torna um txucarramãe - um guerreiro sem armas. Porque os fios tecidos pela mão do humano, formam pedaços vivificados pelo seu espírito. Essa mão gera todos os tipos de criação. Quando você descobre o que tem feito da sua vida e como é a sua dança no mundo, desapega-se aos poucos das armas, que são criações feitas para matar criações. De repente, descobre-se que, quando paramos de criar o inimigo, extingue-se a necessidade das armas."



texto de Kaka Werá Jecupé, do livro "A Terra dos Mil Povos" , Editora Fundação Peirópolis.





Este livro "caiu" nas minhas mãos hoje, e é claro que não foi por acaso Se eu não tivesse visto a capa, e apenas tivesse lido o texto, acharia que é um livro de auto-ajuda, no bom sentido.Realmente inspirador para o momento que estou vivendo, buscando novas fronteiras nO personagem princa geografia do meu continente interno.

O personagem principal do curta GUARÁ, é um ser que tem inspiração nitidamente índigena, brasileiro. Sou fascinada por lendas indígenas desde a infância. Só que eu queria superar o trauma da "Semana do Folclore". Uma vez, numa festa, falei que eu tinha muito de africana e todos riram, considerando-se que sou bem branca e de olhos azuis. Quando disse isso estava me referindo ao modo como nos comportamos no dia-a-dia, como nos relacionamos uns cons os outros. Não é preciso ser antropóloga, para perceber nosso jeito de ser africano, índigena e tão pouco europeu. Só que a gente não percebe isso. O índio parece distante, na floresta amazônica ou quando aparece na televisão. Estou buscando o índio que mora dentro de mim...são mil povos em um só.

sábado, 25 de julho de 2009

GUARÁ






















Este é o nome do primeiro curta-metragem do projeto Lilith. Guará, em tupi-guarani, significa aquele que devora, e é (não é por acaso...)o nome de um lobo da nossa fauna.

Uma das primeiras dificuldades que estou encontrando para tocar o projeto é a minha tendência a "linearizar" o meu pensamento. Estou nadando contra a correnteza: eu quero é desconstruir, seguir intuitivamente. Então, nada melhor do que ir postando as coisas para vocês, prezados leitores, como elas vão chegando...
A primeira visão que tive da GUARÁ foi sua aparência física. Eis que entra em cena o
O URUCUM

Depois de uma pesquisa no meu quintal (que é um lugar mágico..) descobri que tenho dois pés de urucum.
O URUCUM (do tupi transliterado “uru-ku”= “vermelho”) é fruto do urucuzeiro (Bixa orellana), árvore da família das bixáceas, nativa da América Tropical e encontrada na América Tropical. Das suas sementinhas moídas é extraído um pó vermelho que ,misturado ao fubá de milho, dá origem ao colorau, condimento bastante utilizado na nossa culinária para dar cor avermelhada aos alimentos. Resolvi dar uma pesquisada no Google e, descobri que o urucum tem outras utilidades que eu nem suspeitava. Suas folhas e sementes tem propriedades medicinais: ação digestiva,expectorante,laxante,atua contra bronquite, faringite,febrífugo, cardiotônico hipotensor, antibiótico, antiinflamatório e também como antídoto do ácido prússico (veneno da mandioca).
É usado pelos índios como protetor solar, repelente de insetos e também, como tintura corporal vermelha, em momentos de guerra ou de forte vibração, como em comemorações coletivas.
Atriz - Tessie Marcondes. Fotos Urucum: Tessie Marcondes.
Fátima Salomeh












sábado, 18 de julho de 2009

Mulheres que correm com os lobos

Este projeto teve início cAlinhar ao centroom a leitura do livro "Mulheres que correm com os lobos" da psicanalista junguiana Clarissa Pinkolas Estés, em 1997. Através de contos e lendas, a autora nos mostra diversos aspectos da psique feminina que, em nossa sociedade, acabam sendo reprimidos.
Sou parte de um clã chefiado por mulheres e sempre me inspirei nas histórias das minhas avós: Margarida Pereira, uma portuguesa, forte, brava, imensa e que para sobreviver fazia tricôs delicadíssimos; Raimunda Alves da Silva , baiana nascida no sertão, ceramista, bordadeira, mãe de 17 filhos, que atravessou todo o Brasil ao lado do meu avô, sempre em busca da sobrevivência. Minha mãe, Catarina, a seu modo, me inspirou pela coragem de sair do sertão da Bahia e vir para o Rio de Janeiro, sem eira e nem beira, no estilo "retirante". Tia Clara, linda, elegantérrima - acho que herdei dela o gosto pra moda e figurino. Tia Zefinha, que enfrentou a baixada fluminense, quando aquilo tudo ainda era só mato. Quase todas perderam seus maridos e tiveram que enfrentar todas as dificuldades da vida sozinhas, num tempo em que a tal "libertação" feminina ainda nem era imaginada....
Fátima Salomeh