"No caminho do guerreiro, cabe a você discernir o que foi tecido pelos fios divinos e o que foi tecido pelos fios humanos. Quando você principia a discernir, você se torna um txucarramãe - um guerreiro sem armas. Porque os fios tecidos pela mão do humano, formam pedaços vivificados pelo seu espírito. Essa mão gera todos os tipos de criação. Quando você descobre o que tem feito da sua vida e como é a sua dança no mundo, desapega-se aos poucos das armas, que são criações feitas para matar criações. De repente, descobre-se que, quando paramos de criar o inimigo, extingue-se a necessidade das armas."
texto de Kaka Werá Jecupé, do livro "A Terra dos Mil Povos" , Editora Fundação Peirópolis.
Este livro "caiu" nas minhas mãos hoje, e é claro que não foi por acaso Se eu não tivesse visto a capa, e apenas tivesse lido o texto, acharia que é um livro de auto-ajuda, no bom sentido.Realmente inspirador para o momento que estou vivendo, buscando novas fronteiras nO personagem princa geografia do meu continente interno.
O personagem principal do curta GUARÁ, é um ser que tem inspiração nitidamente índigena, brasileiro. Sou fascinada por lendas indígenas desde a infância. Só que eu queria superar o trauma da "Semana do Folclore". Uma vez, numa festa, falei que eu tinha muito de africana e todos riram, considerando-se que sou bem branca e de olhos azuis. Quando disse isso estava me referindo ao modo como nos comportamos no dia-a-dia, como nos relacionamos uns cons os outros. Não é preciso ser antropóloga, para perceber nosso jeito de ser africano, índigena e tão pouco europeu. Só que a gente não percebe isso. O índio parece distante, na floresta amazônica ou quando aparece na televisão. Estou buscando o índio que mora dentro de mim...são mil povos em um só.
Nenhum comentário:
Postar um comentário